terça-feira, 27 de outubro de 2009

O calendário pirou...




Ou piramos nós?!

Hoje tomei um susto, ao chegar num shopping center, e ver parte da decoração natalina espalhada pelas vitrines e corredores.
Estamos ainda na última semana de outubro! Será que todo ano é assim e só eu que não reparei?!
Como se não nos bastasse correr contra o tempo pra dar conta de todas as obrigações do dia-a-dia ainda temos que nos defender do bombardeio do calendário antecipado...
Mal terminou o carnaval 2009 e já estavam anunciando os arraiás juninos e, de quebra, os camarotes para o carnaval 2010...
Em plenas férias de meio de ano já pipocavam os pacotes de reveillon.
Enquanto comemorava a aquisição de meu carro modelo 2009 me deparei com as propagandas do lançamento da versão 2011!!!
Tudo bem que muito disso faz parte de uma estratégia de mercado mas, até que ponto estamos entrando nessa paranóia de antecipar as coisas e viver um presente angustiado em função de um futuro antecipado?!
Semana passada estava eu no supermercado comprando caixas de panetone.
Que Deus me proteja ou, daqui a pouco, estarei preparando a festa de formatura de um filho que ainda nem sequer foi encomendado!

Cativa-me!!



- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...

- Sou uma raposa, disse a raposa

- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste

- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.

- Ah! desculpa, disse o principezinho.Após uma reflexão, acrescentou:

- Que quer dizer "cativar"?

- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?

- Procuro os homens, disse o principezinho - Que quer dizer "cativar"?

- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que eles fazem

- Tu procuras galinhas?- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?

- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços.

- Criar laços?

-Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás o único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

-Começo a compreender, disse o principezinho.

-Existe uma flor. . . eu creio que ela me cativou ...

-É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra ...

- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

- Num outro planeta?

- Sim.

- Há caçadores nesse planeta?

- Não.

- Que bom ! E galinhas?

- Também não.

- Nada é perfeito, suspirou a raposa.

Mas a raposa voltou à sua idéia.

- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de teus passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem fugir para debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me dizem coisa alguma. E isso é triste. Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo ...

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:

- Por favor... cativa-me disse ela.

- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo, tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um, cativa-me!

-Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.

-É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...

No dia seguinte o principezinho voltou.

- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca há hora de preparar o coração ... É preciso ritos.

- Que é um rito? perguntou o principezinho.

- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa, É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta feira então é um dia maravilhoso!

O Pequeno Príncipe
ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Eu já sabia...

A revista Idéia Socioambiental este mês traz uma visão geral das iniciativas dos países do G8 no tocante à contenção às mudanças climáticas no mundo, resultado de um estudo do WWF e da Allianz. Segundo eles, a maioria dos países mais ricos do planeta continua agindo como se o aquecimento global não fosse uma questão real e urgente. E entre as nações com pontuação mais baixa o Canadá destaca-se como o pior colocado. Suas emissões continuam a aumentar e estão absurdamente acima das metas estabelecidas pelo protocolo de Kyoto que, a essa altura, não será mais possível ser cumprido pelo país.

Tal informação só fez confirmar o que eu havia observado durante quase um mês que passei no país. Embora extremamente desenvolvido nos quesitos políticas públicas e qualidade de vida, o lugar não explicita preocupações maiores com o meio ambiente (embora tenha uma natureza exuberante) e o consumismo beira ao desvairio. A água jorrando a céu aberto impera em praticamente todos os projetos arquitetônicos (eu sei que a mesma vai e vem dentro do circuito, mas não deixa de ser desperdício!!); os veículos são verdadeiros monstros bebedoures de combustível e, ao menos na família em que me hospedei, a preocupação com o consumo consciente e economia de água e energia elétrica estavam longe de serem prioridade.
Pelo visto, a conta vai sobrar mesmo pra nós, menos "desenvolvidos".

Olimpíada e Globalização

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Vale a pena (II)

TAUTOLOGIA

É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.

O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'.

Outros exemplos:

ELO DE LIGAÇÃO
ACABAMENTO FINAL
CERTEZA ABSOLUTA
QUANTIA EXATA
NOS DIAS 8, 9 E 10, INCLUSIVE
JUNTAMENTE COM
EXPRESSAMENTE PROIBIDO
EM DUAS METADES IGUAIS
SINTOMAS INDICATIVOS
HÁ ANOS ATRÁS
VEREADOR DA CIDADE
OUTRA ALTERNATIVA
DETALHES MINUCIOSOS
A RAZÃO É PORQUE
ANEXO JUNTO À CARTA
DE SUA LIVRE ESCOLHA
SUPERÁVIT POSITIVO
TODOS FORAM UNÂNIMES
CONVIVER JUNTO
FATO REAL
ENCARAR DE FRENTE
MULTIDÃO DE PESSOAS
AMANHECER O DIA
CRIAÇÃO NOVA
RETORNAR DE NOVO
EMPRÉSTIMO TEMPORÁRIO
SURPRESA INESPERADA
ESCOLHA OPCIONAL
PLANEJAR ANTECIPADAMENTE
ABERTURA INAUGURAL
CONTINUA A PERMANECER
A ÚLTIMA VERSÃO DEFINITIVA
POSSIVELMENTE PODERÁ OCORRER
COMPARECER EM PESSOA
GRITAR BEM ALTO
PROPRIEDADE CARACTERÍSTICA
DEMASIADAMENTE EXCESSIVO
A SEU CRITÉRIO PESSOAL
EXCEDER EM MUITO

Vale a pena...

Ha alguns (poucos) e-mails que valem a pena se passar adiante. Eis o exemplo de um que recebi hoje e que achei interessante!

PALÍNDROMO

Um palíndromo é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, normalmente, da esquerda para a direita e ao contrário. Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase. É o caso do conhecido:

SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.

Alguns dos melhores palíndromos da língua de Camões:

ANOTARAM A DATA DA MARATONA
ASSIM A AIA IA A MISSA
A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA
A DROGA DA GORDA
A MALA NADA NA LAMA
A TORRE DA DERROTA
LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL
O CÉU SUECO
O GALO AMA O LAGO
O LOBO AMA O BOLO
O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO
RIR, O BREVE VERBO RIR
A CARA RAJADA DA JARARACA
SAIRAM O TIO E OITO MARIAS
ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Eu também fui criança...

E já tive a próxima mamada como minha maior preocupação...


Que foi substituída pelo cuidado aos meus filhinhos de brinquedo...

Pela fantasia do bailinho de carnaval. Que podia ser de índia...

Ou bailarina...

Já fui noiva de casamento junino, no jardim de infância, e chorei horrores porque o noivo desistiu na últma hora.