sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Era só o que faltava!

                                                                                                               Letícia Moreira/Folhapress

Saiu no site da Folha de São Paulo de hoje: Cartunista vai à Justiça para ter direito de usar banheiro feminino .
A matéria chegaria a ser engraçada, se não fosse tão ridícula. O cartunista da Folha Laerte Coutinho, 60, que ha três resolveu se vestir de mulher anda processando restaurantes por querer ter o direito de utilizar o banheiro feminino. E o pior é que ainda há entidades se colocando a favor dele evocando as políticas para a diversidade sexual. Que política é essa? Quer dizer que agora, o cidadão vai poder escolher o banheiro que quer utilizar de acordo com o tipo de vestimenta que estiver utilizando no momento? Imagine se a moda pega?! A matéria só esqueceu de abordar onde ficam os direitos das mulheres, de não quererem um homem compartilhando da sua intimidade (sim senhor! o ilustre cartunista, embora travestido de mulher, ainda deve ter pinto e portanto, é um homem) no mesmo banheiro no qual se encontram, muitas vezes, com filhos pequenos como é o caso da reportagem. Até porque ele não estava numa boate gay ou coisa do gênero, e sim numa pizzaria...
Da mesma forma que se sentiu constrangido, o Sr. Laerte também causou constrangimento, ora bolas! Já disse aqui antes e volto a repetir, essa onda do politicamente correto está sendo muito mal conduzida e beira a esteria. É muito bacana lutar contra o preconceito, seja ele qual for, mas não se pode em nome disso, subverter os padrões lógicos mais elementares do convívio em sociedade.

Po-po-po-po-póooooooooooooo

Depois de muita trabalheira, finalmente comemoramos o aniversário de um aninho de Anabella!
A decoração ficou linda, com a Galinha Pintadinha e sua turma espalhados por tudo que é canto da área de festas do nosso condomínio! Caprichamos no colorido e nas personalizações.





O pulo do gato foi criar um espaço só para as crianças, onde concentrei doces, jujubas, confeti, pãezinhos, pipocas e picolés. E tudo com permissão pra eles pegarem à vontade!
O espaço tinha também piscina de bolinhas e um tapetinho de EVA com brinquedos para os pequenos e uma mesa com lápis de cera e muitos desenhos para colorir. Contratamos uma animadora que fez um monte de brincadeiras e a meninada estravasou as energias. Minha pequena amou a festinha! 





terça-feira, 22 de novembro de 2011

Momento Lúdico

Minha pequena princesa completou dez meses no último domingo e quem ganhou o presente fui eu...
Levei-a para assistir a uma peça voltada para bebês, chama De Sol, de Céu e de Lua, de um grupo daqui da Bahia, e fiquei encantada! Impossível não embarcar na ludicidade do momento e, nem que seja por alguns minutos, esquecer da vida prática e todas as suas implicações.
Mais comovente ainda, foi ver o espetáculo pelos olhinhos curiosos e atentos do meu bebê, que a cada dia, amplia seu repertório de vivências, conquista um pouquinho mais de independência e me estimula a ser uma pessoa melhor!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Borboletas

Toda vez é a mesma coisa: basta se aproximar a data de viajar e começam as borboletas no estômago. Comida não desce direito, sono não vem, cabeça meio zonza, mal estar...
Ai, ai...Parece que estou indo pra Marte!
A ansiedade é um bichinho perverso.
Passo horas divagando como vai ser a viagem, como Bella vai se comportar, se ela vai gostar. Qual será a reação dos vôs, vós, tios...
O que me consola é saber que, em algumas horas, as borboletas baterão em revoada. Estaremos em Natal curtindo parentes e amigos, seguindo pra Mossoró. Serão quatro dias de borboletas adormecidas.
Mas na quarta-feira, de madrugada, elas votam a me visitar!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Tá Ficando Chato

Renato Rocha Miranda/Divulgação/TV Globo

Concordo absolutamente que humoristas que apelam para o grotesco como o tão falado Rafinha Bastos precisam de limites. Já estava mais do que na hora de ele levar um cartão vermelho, o que só aconteceu quando mexeu com gente realmente poderosa, em termos de mídia e publicidade como a Wanessa Camargo - leia-se seu marido e o sócio fenomenal. Pena que, mesmo depois de tantos comentários infelizes a mídia ainda continue a repercutir o desdobramento de cada babaquice do ilustre "humorista", que assim fica cada dia mais famoso.
Agora, essa onda de patrulhamento "politicamente correto" da mídia que tem ocorrido ultimamente já está ficando chato. Primeiro a propaganda de lingerie com a Gi (Bundchen, minha amiga, hahah), sob o pretexto de que é agressiva à mulher. Depois o quadro do Programa Zorra Total (que também não sou fã) onde Valéria e Janete se espremem num vagão de metrô enquanto abordam situações hilárias entre um travesti e uma feiosa burrinha, por mostrar de forma bem humorada um problema comum nos trens urbanos que é o assédio a mulheres e etc. Por último, a novela das 21h. Querem dar um freio no personagem interpretado por Alexandre Nero que, na trama, humilha e bate na mulher Celeste, vivida por Dira Paes. Segundo o site da Folha de S. Paulo http://f5.folha.uol.com.br/televisao/986471-depois-de-comercial-de-gisele-ministra-quer-opinar-em-novela.shtml a Secretaria de Políticas para as Mulheres, em contato com a Rede Globo, sugere que Celeste procure a Rede de Atendimento à Mulher, por meio do telefone 180. Sugere ainda que, diferentemente de casos anteriores, em que o agressor é apenas punido, que Baltazar seja encaminhado aos centros de reabilitação previstos na Lei Maria da Penha!!
Tá demais, né? Se é pra ligar a TV pra assistir unicamente programas condizentes com a realidade e o politicamente correto, vamos tirar logo do ar todos os filmes de guerra, ação policial e congêneres, pois os mesmos são um incentivo à violência!
Façam-me o favor!!! Será que não temos algo mais importante e urgente com o que nos ocupar? Está-se partindo do pressuposto de que o cidadão brasileiro é completamente desprovido de senso crítico ou até mesmo de discernimento entre o real e fictício. Pior, que ele é incapaz de usar o controle remoto e mudar de canal quando é exposto à programação em desacordo com suas convicções familiares!Daqui a pouco vou ser proibida aconselhada a suspender a veiculação do DVD da Turma da Galinha Pintadinha lá em casa. Afinal, uma das músicas que minha filha mais ama tem a seguinte letra:


A Galinha Pintadinha/E o Galo Carijó
A Galinha usa saia/E o Galo paletó
A Galinha ficou doente/E o galo nem ligou
E os Pintinhos foram correndo/Pra chamar o seu doutor
O doutor era o perú/
A enfermeira era o urubu
E a agulha da injeção, era a pena de um pavão

Pela ótica vigente, essa música é um atentando às famílias e à segurança infantil. A relação entre a galinha e o galo está claramente comprometida e denuncia uma família desestruturada, uma vez que a penosa fica doente e seu marido não lhe dá a mínima. Os filhotes, por sua vez, assumem precocemente uma responsabilidade enorme, ao se verem obrigados a procurar, por conta própria, atendimento médico para sua pobre mãe. Já os médicos, apresentam claro despreparo. Como pode se usar como agulha de injeção uma pena de pavão?! E se essa pena não for descartável??? 
Huauaua!!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O que acontece com nossos jovens??

Estou perplexa e assustada. Desde ontem não consigo tirar do pensamento uma pergunta insistente: que motivos um garoto de dez anos teria para tirar sua própria vida? Uma criança?!!!


Nesse exercício de reflexão, busquei em minha memória quais eram os meus maiores motivos de preocupação nessa idade e, as poucas coisas que me ocorreram foram as provas escolares, além de algum brinquedo ou passeio que por ventura me despertava interesse. E só!

Como expectadora de uma novela sem final feliz, me pego consumindo freneticamente notícias sobre o desenrolar da tragédia, na esperança de encontrar um motivo ou explicação que sirva de alento. Visivelmente perdida, a imprensa especula sobre um provável bullying. Será que não se está dando um valor exacerbado a essa palavrinha esquisita que já virou bordão? Será que não estamos simplificando demais as coisas?

Assim como milhares de estudantes de minha geração, fui vítima de apelidos, entre os quais destaco “Cacique Juruna” – por conta do meu corte de cabelo (obrigada mãinha!) e “Amélia Bicuda” - repórter interpretada numa novela pela atriz Cissa Guimarães, em alusão à minha clássica característica de fazer bico ao menor sinal de contrariedade. Recordo ainda que também fui vítima de um aluno mais velho que ameaçava me bater e me causava constrangimentos constantes, ao ponto de eu me retrair e necessitar da intervenção do meu pai. No entanto, nenhum desses infortúnios me provocou pensamentos destrutivos ou acarretou em traumas na vida adulta.

Já o que vemos hoje são alunos atirando contra professores, colegas se esfaqueando na hora do recreio e atiradores matando a esmo. Alguns sob a justificativa de traumas presentes ou passados, nos quais a palavra bullying é recorrente.

Creio que o problema seja mais profundo. Casos como o desse garoto e tantos outros que invadem nossas casas, diariamente, através dos noticiários, me fazem refletir o quanto a nossa sociedade está doente, em como a vida virou produto descartável e desvalorizado. Não consigo imaginar o que passa na cabeça de quem tira a vida de um ser humano, muito menos a de si mesmo em tão tenra idade. Que aflição é essa? Que desapego é esse? Que dor irreparável é essa? Por que o fim absoluto tem sido usado, tão constantemente, como a saída mais viável? Nossos jovens estão deprimidos? Nossa sociedade está deprimida? Onde foi parar o amor à vida?

Como mãe, a primeira coisa que me toma de assalto é o desejo imediato de correr para o lado de minha cria, largar tudo em função de mimá-la e acompanhá-la 24 horas por dia, numa tentativa (ingênua certamente) de protegê-la de assédios, más companhias, desamparo, bullying e etcéteras. Imediatamente me ocorre que essa saída também não funcionaria, pois, tantos e quantos jovens já não cometeram desatinos semelhantes sob a suposta alegação de sentirem-se tolhidos e “sufocados” pelos pais?!

Infelizmente não tenho resposta e continuo profundamente chocada e triste pelas inúmeras famílias que sofrem e pelos sem número de “futuros” que não se concretizam. Nossa sociedade está doente, nossas famílias estão gritando por socorro. Se alguém por acaso souber por onde devemos começar pra desarmar essa bomba relógio, por favor, me avise e já.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

QUERO CRER

Deu no noticiário local:

Os estabelecimentos comerciais em Salvador serão obrigados a utilizarem sacolas plásticas oxi-biodegradáveis. O projeto de lei foi aprovado, por unanimidade, na noite desta terça-feira, no mutirão de votações da Câmara Municipal. A embalagem apresenta degradação inicial por oxidação, é acelerada por luz e calor, e passa a ser biodegradada por microorganismos e resíduos finais não eco-tóxicos. A nova lei aguarda apenas a sanção do prefeito João Henrique para entrar em vigor. Os estabelecimentos terão prazo de um ano, a contar da data de publicação da lei, para substituir as sacolas comuns. 

A iniciativa é louvável, quero ver mesmo é a prefeitura estabelecer os mecanismos de fiscalização pra fazer cumprir a lei. Ao que bem conheço o estilo de administrar de nosso alcaide, terá o mesmo destino da lei que disciplinava a carga e descarga em horário comercial, bem como a que proibia o educadíssimo soteropolitano de urinar nas ruas: saiu do nada e chegou a lugar nehum!